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Mostrando postagens de 2011

Cordel do Ano Novo de Gustavo Dourado

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                                                                 Esse Cordel não deu para fazer em audio, mas no inicio do proximo ano colocarei o audio. O BLog o Cordel deseja um feliz ano novo a todos....                                                               Festival do Ano-Novo Desde a antiguidade... Na velha Mesopotâmia: Foi grande festividade... Nos meus tempos de criança: Festejei a novidade... 2.000 a.C: Começou o Festival... Na antiga Babilônia: Foi festa primordial... Equinócio da primavera: Lua Nova magistral... Festejava-se em março: Era festa de primeira... O povo aproveitava: Sacudia a pasmaceira... Saudava o Sol nacente: Depois da noite ...

Jesus no Xadrez - de Chico Pedrosa

Recitado por: Cordel do Fogo Encantado. No tempo em que as estradas Eram poucas no sertão Tangerinos e boiadas Cruzavam a região Entre volante e cangaço Quando a lei Era a do braço Do jagunço pau-mandado Do coroné invasô Dava-se no interiô Esse caso inusitado Quando o Palmeira das Antas Pertencia ao capitão Justino Bento da Cruz Nunca faltô diversão Vaquejada, canturia Procissão e romaria sexta-feira da paxão Na quinta-feira maió Dona Maria das Dores No salão paroquial Reuniu os moradores Depois de uma preleção Ao lado do capitão Escalava a seleção De atrizes e atores Todo ano era um Jesus Um Caifaz e um Pilatos Só não mudavam a cruz O verdugo e os maltratos O Cristo daquele ano Foi o Quincas Beija-flor Caifaz foi Cipriano Pilatos foi Nicanô Duas cordas paralelas Separavam a multidão Pra que pudesse entre elas Caminhar a procissão Quincas conduzindo a cruz Foi num foi adivirtia O Cinturião perverso Que com força lhe batia Era pra bater maneiro Bastião num intidia Divido um grande p...

Uma Paixão pra Santinha

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Uma Paixão Pra Santinha   Jessier Quirino Xanduca de Mané Gago Tinha querença mais eu Me vestia de abraço Bucanhava os beiço meu Era aquele tirinete Parecia dois colchete Eu in nela e ela in nêu. No apolegar das tetas Nos chamego penerado Nas misturação das perna Nos cafuné do molengado Nos beijo mastigadinho Nos açoite de carinho Nós era bem escolado. Era aquele tudo um pouco Era aquela amoridade Mas faltava na verdade Sensação de friviôco Um querer, uma pujança Daquela que dá sustança Na homencia do cabôco. No dia que`u vi Santinha Sobrinha do sacristão O bangalô do meu peito Se enfeitou feito um pavão Foi quando esqueci Xanduca Sem mágoa sem discussão Pois vimos que nós só tinha Uma paixãozinha mixa Uma jogada de ficha Uma piola de paixão. Santinha é a indivídua Que misturou meu pensar Que me deixou friviando Sem nem sequer me olhar Matutinha aprincesada Mulher de voz aflautada Olhosa de se olhar Fulô de beleza fina É a tipa da me...

Desculpas aos leitores!

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Patativa do Assaré Pelo o imprevisto do natal e final do ano não estou conseguindo postar um cordel por dia, mas assim que minha vida normalizar postarei como o cobinado. Feliz Natal e um Prospero Ano Novo cheio do realizações...

O Guerreiro do pajeu

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                         O Guerreiro do pajeú Quem nasceu no Pajeú tem história pra contar Principalmente a respeito da cultura popular Fluindo quente dos lábios Até seus loucos são sábios Alguns com certo heroísmo, trajados de combatentes Deram provas evidentes de amor e patriotismo. Pois bem, Antônio de Juvita é filho daquela terra Criou-se vendo e ouvindo história e cenas de guerra Antes da maioridade atacou-lhe uma vontade de ser soldado guerreiro E quando a guerra começou, uma noite ele sonhou brigando no estrangeiro. E no desenrolar do sonho viu os campos de batalhas Soldados enlouquecidos sob o fogo das metralhas Capacetes estourados, restos mortais de soldados espalhados pelo chão O mundo pegando fogo e Hitler bancando o jogo no pano da perversão. Começou a ler os jornais que reportavam o conflito Um dia deixou a mãe em São José do Egito e foi parar no Recife Onde pagou um cacife bem maior d...

O Filho da Exelencia!!! ok

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Hoje a nossa polícia Está muito fiscalizada Por isso é que cabra ruim Deixou de levar mãozada É, porque antigamente Cabra metido a valente Quando um soldado pegava Ficasse com foi num foi Era cada tapa ôi Que o mocotó entrançava. Hoje a polícia não pode Mais dar cacete em ninguém Cinegrafista amador Em toda janela tem. Mas antes tinha uns soldado Daquele mal encarado Na rota da bacurau Que andava cum farnezim Procurando cabra ruim Pra dar um samba de pau. Até que um certo dia Às duas da madrugada O quartel passou um rádio A bacurau foi chamada   Pra ir prender um rapaz Que andava tirando a paz E o sono do pessoal Com o som do carro ligado Passando em sinal fechado E dando cavalo-de-pau. A bacurau fez fiapo Para o local indicado Não demorou encontrar O rapaz embriagado Tinha descido do carro Tava comprando cigarro Mas quando espiou de lado Viu o camburão parando E o soldado pulando Já com o braço levantado. Foi pulando e foi dizendo ...

Ai Se Sesse!!!

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Vou começar por um clássico, onde me apaixonei pelo a literatura de Cordel. A poesia chamada "Ai Se Sesse" do Poeta Zé da Luz. Que viveu no inicio do século passado. Falaram pra ele, que pra falar de amor, só podia-se falar com o portugues de norma culta, um português correto. E ele como um bom nordestino fez a poesia chamada: "Ai Se Sesse" que diz assim: Se um dia nois se gostasse;  Se um dia nois se queresse;  Se nois dos se impariásse,  Se juntinho nois dois vivesse!  Se juntinho nois dois morasse  Se juntinho nois dois drumisse;  Se juntinho nois dois morresse!  Se pro céu nois assubisse?  Mas porém, se acontecesse  de São Pêdo não abrisse  as portas do céu e fosse,  te dizê quarqué tulíce?  E se eu me arriminasse  e tu cum insistisse,  prá qui eu me arrezorvesse  e a minha faca puxasse,  e o buxo do céu furasse...  Tarvez qui nós dois ficasse  tarvez qui nós dois caí...